... e mesmo sem ter o dom da escrita, atrevo-me a tal.

...e como são lindas as letras, as pontuações, as frases, os versos. Amo essa leve magia, que chama-se escrever!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Embriagada


Embriagada de amor,
Comendo sobras de sorriso e de palavras.
Por estar sempre bêbada,
Se foram meus conceitos de bom e de mal.
A sanidade despediu-se de mim,
Alegando não ter ela em minha vida nenhuma serventia.

Eu juro,
Há tempos tento curar-me desse porre,
Sofro as conseqüências da ressaca.
Sofrendo...
Faço minhas juras,
Minhas promessas,
Clamando por todos os santos.
Nenhum deles, mas, acredita em mim...

E foi por acaso,
Que assim me embriaguei.
Julguei ser tão forte.
Era só uma provinha, pensava eu...
Só um gole.
Grande engano!
O sabor de quero de novo e de novo, e de novo....
Não me deixou seguir sem antes está embriagada.
Embriagada não só no corpo...
Até minha alma é viciada nesse maldito vinho satânico.
Embriagada,
Eu choro,
Blasfemo,
Eu delírio.
Não sei mais para onde fugir.
Em todos os lugares que vou,
Meu desejo é sempre o mesmo;
Embriagar-me.


Ludiane Alves

Nenhum comentário: